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Ciberespaço, esta “terra sem lei”

A conclusão – equivocada, diga-se, de que o Brasil foi dividido ao meio nestas eleições presidenciais fez surgir diversas manifestações racistas e xenófobas na Internet – esse território sem lei onde, muitas vezes, pessoas protegidas pelo anonimato disparam ilações, dossiês e correntes carregadas de preconceito despejadas em caixas de correio eletrônico alheias.

A estudante de Direito Mayara Petruso abriu mão desse anonimato e pode vir a pagar por isso. Suas declarações nas redes sociais Twitter e Facebook serviram para alguma coisa, ironicamente. Fez acender a luz de alerta, trazendo ao debate a necessidade da regulação da internet, onde atos de racismo, xenofobia, homofobia, além de outros tipos de má conduta devem ser condenados e seus responsáveis punidos exemplarmente.

Urge acabar com o anonimato no ciberespaço, responsabilizando todo usuário pelo conteúdo publicado em sites, blogues e fóruns de discussão. O sistema de rastreamento de endereços IP (Internet Protocol) precisa ser aperfeiçoado e as autoridades competentes devem fechar o cerco a portais como o Google – que reluta em fornecer os dados fundamentais para investigações feitas pelas delegacias especializadas em crimes virtuais, que vêm investigando usuários responsáveis por comunidades que cometem os mais diversos crimes de preconceito em sua rede social, o Orkut. Não se pode dar mais espaço a estes fora-da-lei.
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Em tempo: Este é um esboço de artigo escrito em avaliação acadêmica, aplicada às vésperas da eleição que alçou a petista Dilma Rousseff à Presidência da República. O tema – crimes de preconceito na internet – foi sugerido pelo professor Eduardo Rocha.

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Ousadia assentida

elevador poderia ficar ali parado por horas, dado o blecaute ter acontecido tão tarde da noite. Mas isso era o que menos importava pra ela. Aquele beijo a surpreendeu, mas, mais do que isso, a levou a um estado de euforia elevadíssimo. Quem ousaria? Mas foi tão bom!

A preocupação com o trabalho, com seus pequenos problemas em casa passavam em seu pensamento como historietas de algum folhetim. O gato ficaria sem sua refeição noturna. Quem se importa?

Importa apenas o ali, o agora. Tentou imaginar quem poderia ter tomado atitude tão agradavelmente ousada. Moreno? Alto? Não importava. A culpa tentou se aninhar em sua confusa cabeça, mas não. Não agora. Que dure até amanhã!

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Em tempo: Esta é uma espécie de Fanfic da obra do escritor Moacyr Scliar. A proposta, da professora Tânia Sandroni, era a de produzir um texto adaptado – com narrativa onisciente – que daria continuidade ao conto “O beijo no escuro”, do autor gaúcho.

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O vovô popstar da Internet

Plínio: Ascensão meteórica no Twitter

Até então apagado na corrida ao Planalto, o octogenário Plínio de Arruda Sampaio alcançou status de estrela nas redes sociais da Internet. O que ele fez para conseguir isso?Simples: No debate realizado na TV Bandeirantes – com uma atuação recheada de humor, comentários ácidos e altas doses de sarcasmo, Plínio arrebatou corações e mentes no ciberespaço, chegando ao topo do Trending Topics do Twitter. A partir daí, seu perfil @pliniodearruda arrebanhou uma legião de seguidores, saltando de pouco mais de 2.500 para 39.500 followers, que o consideram representante do “stand-up politic” (referência ao termo stand-up comedy). Não demorou para Plínio receber a hashtag #PlinioArrudaFacts (veja texto abaixo).No Orkut, quinze comunidades enaltecem os feitos de Plínio. A maior destas comunidades conta com 3.870 seguidores simpáticos às suas propostas e suas ideias – algumas delas polêmicas, como a defesa da legalização do aborto, além da liberação do consumo da maconha como forma de combater o tráfico. A conta, diz Plínio, é simples: “A droga serve ao Capitalismo. O problema pode ser resolvido se a produção for colocada sob o controle do Estado”.

O blogue ouviu alguns integrantes de comunidades a favor de Plínio no Orkut, que explicaram o porquê da admiração pelo “vovô” popstar.

“”Apesar da idade, Plínio tem a cabeça mais jovem de todos! Coerente nas ideias, nas propostas, no seu projeto e consigo mesmo”, disse Clovis Pacheco Neto, 17 anos, morador de São Bernardo do Campo-SP. Denise Viccari, 16 anos, que mora em Santana, zona norte de São Paulo, defende as propostas socialistas de Plínio: “Sua trajetória de luta a favor dos direitos da mulher, dos trabalhadores rurais e, sobretudo, sua luta a favor da reforma agrária me chamaram a atenção. “É uma pena que esteja fora do páreo nessas eleições”.

Os índices de intenção de voto em Plínio de Arruda Sampaio estão aquém de sua meteórica popularidade. Com menos de 1%, Plínio parte para o ataque – sabedor de que não tem nada a perder. Quem são suas principais vítimas? São os três principais candidatos à vaga de Luiz Inácio Lula da Silva: A petista Dilma Rousseff, o tucano José Serra e a “verde” Marina Silva.

Marina Silva, inclusive, foi acusada de “fugir” de questões polêmicas. Mais de uma vez, Plínio chamou a senadora de “ecocapitalista”. Num embate com José Serra (PSDB) Plínio o questionou sobre o péssimo rendimento das escolas paulistas, que foram governadas pelo candidato tucano até o fim de março deste ano. Plínio defendeu a valorização do professor e disse que, se eleito, irá destinar 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do país para financiar medidas na área da educação.

O candidato do PSOL foi ainda mais duro com a candidata petista Dilma Rousseff. Usando uma frase já dita anteriormente por Serra, afirmou que Dilma, ao dizer que não sabia de irregularidades cometidas por funcionários da Casa Civil ainda durante a sua gestão, seria “incompetente ou conivente”.

Após se atrapalhar com o tempo e perder a linha de raciocínio algumas vezes, pediu votos para seus colegas de partido, exaltou sua trajetória política e prometeu “continuar lutando”.

Um “exército” formado por fiéis seguidores nas diversas comunidades de diferentes redes sociais parecem ser o “combustível” necessário para essa caminhada. “Longa vida ao nosso rei!”, diz um anônimo numa dessas comunidades.

#PlinioArrudaFacts

Com a ascensão meteórica no Trendig Topics do Twitter, Plínio foi “homenageado” com a hashtag #PlinioArrudaFacts. Eis algumas das postagens:

“Eu debati com Plinio Arruda antes de ser crucificado.” – Jesus sobre Plínio

“Plinio Arruda é defensor dos animais. Poucos se lembram de sua luta contra a extinção dos dinossauros”

“A primeira pessoa que investiu na industria naval foi Plinio Arruda, apoiando a arca de Noé!”

“A primeira propaganda política de Plínio Arruda foi uma faixa amarrada no 14-Bis”

“Plínio Arruda inspirou Karl Marx.”

“O primeiro debate do qual Plínio Arruda participou, contou com as presenças de Sócrates e Platão”

Em tempo: Este texto – produzido visando a uma publicação direcionada ao público jovem entre 14 e 19 anos – faz parte de exercício da disciplina “Jornalismo Político e Econômico”, ministrada pela professora Denise Casatti.

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Revista MAIS dEFICIENTE: Oito anos de sucesso

Revista MAIS dEFICIENTE, Edição n° 8

Revista MAIS dEFICIENTE, Edição n° 8

Em clima de confraternização, os alunos da sala receberam a Edição n° 8 da revista “MAIS dEFICIENTE”, editada por nossa colega Samara Andressa Del Monte. Refrigerante, salgados, doces, mas, principalmente, uma lição de persistência e dedicação nos foram oferecidos no evento, na terça-feira, 29/9.

A revista traz informações importantes sobre novas tecnologias que buscam inserir na sociedade o indivíduo com necessidades especiais, além de informar – e cobrar – a ação das autoridades municipais, na questão da adequação urbana para estes cidadãos. Há, também, espaço para a divulgação de ações sociais, promovidas por pessoas que não esperam por providências de órgãos das esferas municipal, estadual e federal. Pessoas como o pai de Samara, Sr. Ubiratan Del Monte: “Sempre que eu via algum deficiente sendo carregado no colo, me aproximava e perguntava se não tinha cadeira de rodas. Se a resposta fosse “não”, eu perguntava se podia dar uma de presente. Em seguida, enviava a cadeira para ser entregue em domicílio”, disse ele em depoimento dado à revista.

Há oito anos editando a “MAIS dEFICIENTE”, Samara nos mostrou um video contando sua trajetória destemida e inquieta, inclusive com imagens dela praticando esportes radicais, como o parapente. Tinha também fotos desde sua infância, passando pela adolescência e chegando até os dias de hoje. Uma trajetória marcada pela vontade de aprender, com o perfil que todo estudante de Jornalismo deve ter.

Presente ao evento, o coordenador do curso de Jornalismo do campus, professor Marco Moretti, parabenizou Samara por sua garra e competência. E lançou: “Devo confessar que senti um pouco de inveja de você, Samara. Eu nunca voei de paraglider“. Mas, ao final da apresentação, ficou a certeza de que Samara busca voos ainda mais altos…

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Desvio de foco

última aula antes da prova de Composição e Projeto Gráfico começou de maneira arrastada, desinteressante, chata até. Acho que já elegi uma aula que não me agrada tanto. Penso que o foco escolhido pela professora não é o projeto gráfico de linha editorial. Ela pende, sem perceber, para o lado publicitário da coisa. Brainstorm é uma palavra que, pra mim, está decididamente ligada à Publicidade. Briefing idem. Usemos a boa e velha Reunião de Pauta. Não seria a mesma coisa? Talvez eu esteja errado, talvez eu deva fazer uma consulta a outros professores, sem polemizar, sem “puxar tapete”. A professora parece ser uma boa pessoa e gosta do que faz. Aliás, aliviando pro lado dela um pouco, ela propôs uma atividade interessante na aula de hoje. Dividiu a sala em seis grupos. A atividade: Cada grupo elegia um membro para que este fosse um cliente (epa, outra palavrinha bem de “mercado”). Deveríamos, o restante do grupo, fazer uma espécie de entrevista com o “cliente” para, ao final de dez minutos, chegar à conclusão se este “cliente” estaria fazendo o curso certo ou não. Escolhemos a Nathalie e a entrevistamos, ou pelo menos tentamos entrevistá-la naquela bagunça que se transformou a aula. Estávamos muito animados para apresentar nosso relatório para todos, mas a professora, num primeiro momento, deu a entender que escolheria dois outros grupos para fazerem suas apresentações. Aconteceu diferente: Quando ela deu aquela olhada “panorâmica” pela sala para escolher o primeiro grupo a se apresentar, surpresa: fomos os escolhidos. Fomos lá, os quatro, à frente da sala para a apresentação. Incrível! Ficamos bem à vontade e fizemos nossa apresentação que parece ter agradado a todos da sala. Fomos aplaudidos, afinal! Acontece que cometi uma falha na entrevista e afirmei que a Nathalie vendia bolsas que ela mesma fazia artesanalmente. Pura viagem! Ela me corrigiu, mas só depois da apresentação. Demos muita risada, mas o interessante é que a Nathalie acabou fazendo contato com a Gisela, esta sim, uma artista de primeira na arte de transformar simples sandálias Havaianas em verdadeiras obras de arte. Só tem artista nesta sala!

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A primeira prova

oje foi o dia da primeira avaliação da nossa turma. “O Príncipe”, de Maquiavel, foi o objeto de estudo. Obra realmente fascinante! Após a aula de Teoria e Técnicas de Comunicação, com a querida professora Márcia, saímos para um rápido café antes de sermos colocados à prova pelo professor Marco Moretti. Numa das mesas da praça de alimentação, um pequeno grupo conversava descontraidamente, sem qualquer sinal de aflição. Mas eu estava ansioso, apesar de me sentir preparado para a prova. Um dos desencanados participantes da conversa, o figuraça do Edu, chegou a dizer: “Eu sou o próprio Príncipe!”, quando o questionei se sentia-se confiante. Neste exato momento, o até hoje distante coordenador do curso, titular da disciplina a qual iríamos ser avaliados, surpreendentemente sentou-se à mesa para um café. Foi bacana, sentimos que o professor começa a criar afeição pela turma. Durante a prova, confesso que me incomodei um pouco com uma fuzarca que a molecada do Colégio Objetivo fazia na quadra poliesportiva, que fica grudada ao prédio da Faculdade. As divagações de Maquiavel sobre César Bórgia misturavam-se com vozes juvenis cantando “Mamãe Eu Quero”, clássica marchinha de Carnaval. Inacreditável…

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Começou!

ois é, começou. Passada uma semana de aula, já deu pra ter uma noção de como será o curso. Dinâmico, com muita leitura, muito debate em sala de aula. O ambiente acadêmico é realmente agradável. Às segundas-feiras, a princípio, teremos o tempo livre para um, digamos, aporte cultural. Será de grande valia, tenho certeza. Uma das atividades que mais espero desenvolver são os seminários. Acho que será uma grande oportunidade para “destravar” a turma da sala, que ainda está separada em pequenas ilhas. Tento transitar por elas, mas naturalmente sempre volto para o “meu pessoal”. As Atividades Complementares já foram passadas pelo coordenador do curso, Prof. Marco Moretti e totalizam 80 horas de atividades culturais para serem entregues até o dia 16/06. Pouco tempo? Talvez. É melhor eu começar a me mexer!

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