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Malu e a estrela d’alva

Fenômento visto da Zona Leste de S.Paulo (Foto: Cauê Fabiano/G1)

Fenômento visto da Zona Leste de São Paulo (Foto: Cauê Fabiano/G1)

Avistamos o fenômeno quando voltávamos do Habibs, aonde fomos comprar um potão de sorvete – doce ao qual Malu nunca deu bola, mas que tomou gosto e que, se deixar, é capaz de comer duas canecas cheias do tipo napolitano. Ela viu primeiro que eu e achou graça. Claro, era uma novidade pra ela.

– Papai, olha que engraçado. Mas por que aquela estrela do lado da Lua? Por que só tem um pedaço da Lua ali?

Eu me embaralhei todo pra tentar explicar. Mandei uma justificativa qualquer – a primeira que veio à cabeça. Sabe como é, né? Pai tem que saber tudo…rs

– Aquela é a Lua minguante crescente e aquela estrela ao lado dela é a estrela d’alva.

Ela riu do nome – e quis saber porque ela se chamava assim.

– É que fizeram uma homenagem a uma senhora que se chamava Dalva – inventei. Eu quase acertei:

globo.com: Fenômeno astronômico permite ver planeta Vênus próximo da Lua. Imagens mostram planeta e Lua Crescente no Brasil e na Jordânia.
Vênus também é conhecido como estrela d’Alva.

Chegando em casa, fui dar uma conferida no pai-dos-burros (Google) e li nos principais portais sobre o raro fenômeno. Fiquei gratificado por ter presenciado esse momento da Natureza ao lado de minha pequena. O engraçado é que se não tivéssemos saído à rua para uma banal tarefa, só teríamos visto o ocorrido pelos “milhões” de posts dos amigos no Facebook. Não teria a menor graça.

No dia seguinte, fiz questão de corrigir a informação sobre a dona Dalva com a Malu:

– Filha, aquela “estrela” ao lado da Lua não é uma estrela. É o planeta Vênus e o que vimos ontem vai demorar muitos anos pra acontecer de novo.

Malu parece não ter dado muita bola pra isso. Terminou de calçar o tênis e subiu na perua da escola. Eu fiquei ali, orgulhoso, meio patético, por ter vivenciado esse momento raro com ela.

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Operação Delegada erra o foco ao desprezar o “social”

*Atualizado em 29/5/2011 às 17h25

Devemos louvar o trabalho conjunto entre a Prefeitura, Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana na fiscalização de comércio ambulante nas ruas do centro de São Paulo. Devemos? Incomoda-me pensar que este tipo de blitze atinja, na sua maioria, a base da pirâmide deste tipo de contravenção.

Os vendedores de comida de rua, por exemplo, são pessoas humildes com poucos anos de estudo, que não têm nem tiveram a oportunidade de galgar degraus numa sociedade cada vez mais competitiva e, conseqüentemente, mais cruel com os “perdedores”, com os “moradores do andar de baixo” – a base da pirâmide, como mencionei acima.

A chamada Operação Delegada varreu do Centro os carrinhos de cachorro quente, os pamonheiros e outros ambulantes, com a justificativa de cuidar da saúde pública, além de diminuir as ocorrências de crimes na região. Números são ventilados em diversos órgãos oficiais e na imprensa, demonstrando a queda no número de roubos e furtos.

O Centro Velho parece estar, realmente, mais seguro. Basta andar pelo Vale do Anhangabaú para ver que o policiamento está presente. Mas está presente, também, uma legião de miseráveis que perambulam por ali, ignorados pelo poder público e pelas pessoas “de bem” que circulam pela região.

Enquanto esse cenário persistir, não podemos aprovar completamente esta operação. O Poder Público deve ir além de ações policialescas, propondo soluções para uma reorganização social, oferecendo uma oportunidade destes trabalhadores serem inseridos no mercado formal de trabalho. Cursos de reciclagem profissional, alfabetização e outras pequenas ações sociais ajudariam bastante.

Não podemos esquecer outra questão fundamental para os que passam apressados pelas ruas do Centro: Sem os dogueiros e afins, como fica a alimentação popular? As autoridades não parecem estar preocupadas com esta questão.

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Artigo produzido a pedido da Professora Denise Casatti

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Ciberespaço, esta “terra sem lei”

A conclusão – equivocada, diga-se, de que o Brasil foi dividido ao meio nestas eleições presidenciais fez surgir diversas manifestações racistas e xenófobas na Internet – esse território sem lei onde, muitas vezes, pessoas protegidas pelo anonimato disparam ilações, dossiês e correntes carregadas de preconceito despejadas em caixas de correio eletrônico alheias.

A estudante de Direito Mayara Petruso abriu mão desse anonimato e pode vir a pagar por isso. Suas declarações nas redes sociais Twitter e Facebook serviram para alguma coisa, ironicamente. Fez acender a luz de alerta, trazendo ao debate a necessidade da regulação da internet, onde atos de racismo, xenofobia, homofobia, além de outros tipos de má conduta devem ser condenados e seus responsáveis punidos exemplarmente.

Urge acabar com o anonimato no ciberespaço, responsabilizando todo usuário pelo conteúdo publicado em sites, blogues e fóruns de discussão. O sistema de rastreamento de endereços IP (Internet Protocol) precisa ser aperfeiçoado e as autoridades competentes devem fechar o cerco a portais como o Google – que reluta em fornecer os dados fundamentais para investigações feitas pelas delegacias especializadas em crimes virtuais, que vêm investigando usuários responsáveis por comunidades que cometem os mais diversos crimes de preconceito em sua rede social, o Orkut. Não se pode dar mais espaço a estes fora-da-lei.
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Em tempo: Este é um esboço de artigo escrito em avaliação acadêmica, aplicada às vésperas da eleição que alçou a petista Dilma Rousseff à Presidência da República. O tema – crimes de preconceito na internet – foi sugerido pelo professor Eduardo Rocha.

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Pensando a Previdência

Reforma da Previdência: Pra ontem! Charge: Gilmar

Deixada de lado em mais uma campanha eleitoral, a discussão sobre a reforma do sistema previdenciário brasileiro se mostra cada vez mais urgente. Nem mesmo as cenas de confrontos entre estudantes, sindicalistas e trabalhadores com a polícia francesa fizeram o tema ser lembrado pelos nossos políticos em campanha. Tais confrontos – diga-se, ocorreram no país com as regras mais brandas para se alcançar a aposentadoria plena na Europa, excetuando-se o lado leste do continente.

A proposta aprovada em segundo turno pelo Senado francês elevou a idade mínima para a aposentadoria de 60 para 62 anos. Parece pouco, para um país que perdeu a capacidade de renovar sua força trabalhadora – como toda a Europa, aliás.

No Brasil, os seguidos anos com déficit nas contas da Previdência não parecem sensibilizar sindicatos e trabalhadores. Tratar do assunto deve deixar de ser tabu num país que ainda conta com um número de aposentados bastante inferior aos trabalhadores que contribuem com a Previdência. A presidente eleita Dilma Rousseff, com maioria nas duas casas legislativas, tem a grande chance de promover essa reforma. Evitar o colapso da Previdência deve estar acima de interesses políticos e deve ser tratado como prioridade pelo novo governo. Um dos pontos fundamentais da discussão é a questão das aposentadorias dos funcionários públicos, que apresenta enorme disparidade para os trabalhadores da iniciativa privada. Senão, vejamos: com 938 mil segurados, a União teve, no primeiro semestre deste ano, um déficit de R$25 bilhões, um absurdo se comparado ao déficit de R$22,6 bilhões no INSS, que cuida da aposentadoria de 27,5 milhões de aposentados.

A unificação das aposentadorias, a regulamentação da emenda Constitucional que propôs, em 2003, a adoção de um teto único para os trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos, além de uma campanha para inserir trabalhadores informais na arrecadação, deve ser colocada na pauta de discussões do Congresso Nacional e do Senado. O Brasil deve aproveitar o chamado bônus demográfico – quando uma parcela maior de adultos trabalha e sustenta frações menores de idosos e crianças – que deverá ter seu ocaso em 2050, quando o país terá, segundo o IBGE, 64 milhões de pessoas acima de 60 anos. Parece natural que um país cujos cidadãos atingem taxas de longevidade cada vez mais “européias”, adotem medidas que, apesar de impopulares no presente, promovam um futuro melhor para seus aposentados.

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Ocaso de um arrivista

Serra: Acabou. Foto/Agência Brasil

Ao final de um dos pleitos mais desestimulantes que testemunhei, a petista Dilma Rousseff venceu o tucano José Serra com uma margem de 12% de vantagem, como previam os quatro principais institutos de pesquisa brasileiros. As abstenções, previsíveis, mostraram mais de 20 milhões de descontentes brasileiros, que “deram de ombros”, preferindo pegar a estrada num feriado ensolarado.

A vitória da candidata petista teve, logicamente, grande ajuda da popularidade do presidente Lula – que chega ao final de seu mandato batendo recordes de aprovação. Como Dilma conduzirá o país ainda é uma incógnita. Com maioria na Câmara e no Senado, poderá propor mudanças estruturais, como as reformas da previdência, as reformas política e tributária – mas estas são questões para serem discutidas mais adiante. Simpáticos ou não à sua trajetória, só podemos torcer para que conduza o país com seriedade. E para TODOS, claro.

A questão central deste post, entretanto, é outra: Escrevo para comentar sobre o melancólico fim político do candidato José Chirico Serra. Este senhor que, lamentavelmente, ajudou a “desconstruir” seu partido levando-o a andar – já há algum tempo – de braços dados com a extrema direita brasileira. Este senhor que fez ressurgir gente como a TFP, a TERNUMA , agentes fundamentais para a sustentação do regime ditatorial que dominou o Brasil entre 1964 e 1985.

Este senhor – que tanto bradou pela liberdade de expressão, pela liberdade de imprensa – tem o costume de “pedir a cabeça” de jornalistas que o questionam com maior veemência. Heródoto Barbeiro e Márcia Peltier são apenas alguns nesta triste lista.

Este senhor que abandonou a prefeitura e, posteriormente, o governo do Estado de São Paulo, em busca de sua grande ambição: chegar à presidência do Brasil. Aliás, dentro do ninho tucano, é sabido que tratorou Aécio Neves e Tasso Jereissati para ter seu nome à frente da oposição em 2002. Em 2006, não esperava pela “peitada” de Alckmin. E o abandonou na campanha… Em 2010, atropelou Aécio novamente – e o resultado da eleição poderia ser diferente com o mineiro como cabeça da coligação. Agora, Inês é morta…

Ao final de seu patético discurso, concluí: Sua iminente morte política abrirá caminho para que o PSDB retome seu caminho de dignidade. Sem Índios. Longe do DEM. Pela memória de Covas e Montoro. O Brasil pode mais sem você, Serra.

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Pauta perigosa

Marina Silva: E o Estado laico?

Com quase 20 milhões de votos no 1º turno dessa eleição presidencial, Marina Silva trouxe à superfície das discussões uma pauta perigosa: a questão da religião num Estado dito laico.

Questões como o aborto e as pequisas com células tronco não podem ser debatidas sob um véu religioso. Mas estas questões, infelizmente, serão relegadas neste momento. Os candidatos que disputam o 2º turno já perceberam e começaram a seguir o script direitinho: dão graças a Deus até quando espirram, além de abastecer suas argumentações políticas com um viés conservador, evitando falar em questões polêmicas.

Acha que o debate trará à mesa de discussão questões como união civil entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo? Pode esquecer. Este 2º turno deverá ter um tom ainda mais bélico, com trocas de ataques, boatos rolando soltos pelo território livre que é a Internet além, é claro, de um comportamento “carola” por ambos os candidatos.

Marina fugiu destas questões no 1º turno e, estranhamente, não foi cobrada com veemência sobre isso pela sociedade. Agora, com o insípido discurso de preservação do meio ambiente e sua bem treinada maneira de falar, falar e não dizer muita coisa, se torna a “noiva”, cortejada pelos finalistas do pleito presidencial.

Assusta, também, saber que seus aliados internacionais não constituem moral para falar sobre preservação do planeta. Destruíram o quanto puderam, possuem as mais altas taxas de emissão de gases e costumam considerar o Brasil com um simples zelador de um quintal que não nos pertence. “A Amazônia é de todos” – costuma dizer Al Gore. Enquanto isso, a British Petroleum acaba com qualquer rastro de vida marinha na costa dos EUA. Vai pagar uma multa de US$ 21 bi e vida que segue. Ou não…

Se a floresta Amazônica é a última chance de preservarmos nossa existência, então é bom a gente começar a juntar nossos trecos porque os “síndicos” do planeta podem bater à porta a qualquer momento.

Sobre seus 15 dias de “reflexão” para dizer quem apoiará no 2º turno: É tudo jogo de cena. O Partido Verde tem histórico de apoio ao PSDB – o que é legítimo – e parece certo que Marina não peitará a orientação do partido. Mas é bom que pense bem, para não vir a ser um Roberto Freire ou uma Soninha Francine, ambos do PPS. Estes trocaram uma história de luta pelo socialismo por papéis de coadjuvantes no cenário político brasileiro.

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100 anos em cinco minutos

Corinthians completou 100 anos de uma vida de glórias, conquistas mas, principalmente, de muita paixão e devoção de sua Fiel Torcida. Sim, eu também faço parte deste bando de loucos – ou, se preferirem, faço parte da República Popular do Corinthians, com certidão de nascimento e RG personalizados.

Esse tipo de estratégia de marketing é interessante no que diz respeito ao aumento de arrecadação de receitas, fundamental para a manutenção de um time competitivo, além de outras despesas com os esportes amadores e a parte social. Mas, ajuda a arrebanhar novos torcedores? Tenho minhas dúvidas.

Mas, falando em paixão, é inevitável buscar na memória os feitos, as conquistas e até as mais dolorosas derrotas para tentar entender esse sentimento único, que é o Corinthianismo. Desde os tempos dos jogos no campo do Lenheiro, no Bom Retiro, até os dias de hoje, é notável a trajetória desse time que ousou ingressar na liga de futebol formada pela elite paulistana – elite que disse que “O Clube não sobreviveria ao próximo inverno”.

Minha História

Em 1977, aos quatro anos de idade, tive a noção do que é o Corinthianismo.
Minha irmã Bel, na época com 13 anos, apareceu com um curativo enorme na cabeça, causado por uma queda do capô do Opala de um vizinho que, infelizmente, não me recordo o nome. Ela, como muitos outros alucinados Corinthianos, saiu em carreata pela cidade para comemorar o fim do jejum de 23 anos de títulos, graças ao pé de anjo, Basílio.

Eu não acompanhva muito o futebol e lembro que – vejam só! – eu tentei ser palmeirense (motivado pelo meu irmão Adriano, seis anos mais velho). Meu pai, Corinthiano, ficava muito pouco tempo em casa, por conta de viagens que fazia a serviço de uma grande construtora. Com isso, meu irmão tentava fazer com que eu virasse casaca. Lembro-me dele dizendo que a ‘Academia’ havia atropelado o Timão em ’74, calando o estádio naquela final do Paulista que culminou na saída do Rivellino. Eu tentei ser palmeirense por um único dia, mas recuei e disse ao meu irmão: “Não consigo. Eu gosto é do Corinthians, apesar da falta de títulos”.

Nos anos de 1982, 1983, lembro que jogávamos bola na quadra da escola, onde a maioria dos moleques torcia para o Timão. E cantávamos: “Domingo, eu vou lá no Morumbiiii, a Fiel vai explodiiiir…”. A Democracia Corinthiana dava as cartas no Parque São Jorge, mas a gente não tinha noção do que aquilo representava.

Quando fui ao estádio pela primeira vez, o Biro Biro já jogava pelo Corinthians. Foi quando eu percebi o que era a raça corinthiana, apesar de, hoje, saber que Zé Maria, Ruço, entre outros ídolos, já haviam dado o sangue em campo pelo time do Povo. O Corinthians se mostra grande justamente por essa particular característica: Faz sofrer o teu Povo Fiel, mas recompensa no campo de batalha, com vitórias épicas e consagradoras. O que o torcedor rival precisa entender é justamente isto: Para nós, Corinthianos, vitória por 1X0 é goleada.

Peguei-me pensando, nesta data especial, em dois momentos antagônicos na minha trajetória de torcedor Corinthiano. Uma derrota que marcou (foi a última vez que chorei por causa de uma derrota) foi no Campeonato Paulista de 1984. Serginho Chulapa fez 1X0, tirando a tricampeonato de nossas mãos. Eu não chorei nas derrotas para nosso arquirrival Palmeiras nos jogos da Libertadores. O choque foi grande, mas o silêncio sepulcral que tomou conta do bar onde acompanhávamos as partidas tornou desnecessário a lágrima. Sobre, especificamente, esta partida, chego à conclusão de que NÓS santificamos o goleiro Marcos. Esta é a verdade, amigos. Tivesse pego um pênalti contra outro adversário e a história seria outra, certamente. Mas defender um pênalti que eliminaria o Corinthians da competição continental, alçou o goleiro Marcos ao Olimpo dos jardins suspensos da Água Branca. Isto é fato.

A vitória que ficará marcada para sempre em minha memória foi contra o Santos, também. Além deste clássico ter ficado marcado por inúmeras situações eletrizantes, foi o último no qual assisti junto de minha mãe. Ela não era nenhuma fanática, mas vibrou ao ver eu e meu pai abraçados, chorando de alegria, comemorando o gol marcado no último minuto pelo Ricardinho. Este jogo teve dois pênaltis desperdiçados pelos dois times. Pelo Santos, Rincón era o batedor oficial, mas deixou Dodô – que buscava a artilharia do campeonato – bater e mandar na trave. Pelo Corinthians, Marcelinho também mandou a bola na trave, em pênalti sofrido por Ewerthon. Ainda assim, mandamos 2X1 no time da baixada santista e chegamos à final do Paulista, enfretando o Botafogo de Ribeirão Preto. Na fila desde 1984, foi a vez do Santos chorar.

Se eu fosse fazer um levantamento das sensações experimentadas enquanto torcedor Corinthiano, certamente eu poderia desenvolver um verdadeiro compêndio. Nestes 100 anos completados hoje, tenho a plena certeza de que o Corinthians honrou sua história, sua gente. Os sapateiros, operários, os estivadores, os carroceiros, os descamisados que expulsaram os cheirosos do Parque da Luz, descansam sabedouros de que valeu a pena.

Aos pintores de casa Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira e César Nunes, eu digo: Valeu a pena!

Ao sapateiro Rafael Perrone, eu digo: Valeu a pena!

Ao motorista Anselmo Correia, eu digo: Valeu a pena!

Ao fundidor Alexandre Magnani, eu digo: Valeu a pena!

Ao macarroneiro Salvador Lopomo, eu digo: Valeu a pena!

Ao trabalhador braçal João da Silva, eu digo: Valeu a pena!

Ao alfaiate Antônio Nunes, eu digo: Valeu a pena!

Histórias não faltam, entre lembranças e depoimentos de amigos que vivenciaram as alegrias e angústias de Ser Corinthiano. E assim será, para todo o sempre.

Até o FIM.

VIVA O CORINTHIANS!

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