Pauta perigosa

Marina Silva: E o Estado laico?

Com quase 20 milhões de votos no 1º turno dessa eleição presidencial, Marina Silva trouxe à superfície das discussões uma pauta perigosa: a questão da religião num Estado dito laico.

Questões como o aborto e as pequisas com células tronco não podem ser debatidas sob um véu religioso. Mas estas questões, infelizmente, serão relegadas neste momento. Os candidatos que disputam o 2º turno já perceberam e começaram a seguir o script direitinho: dão graças a Deus até quando espirram, além de abastecer suas argumentações políticas com um viés conservador, evitando falar em questões polêmicas.

Acha que o debate trará à mesa de discussão questões como união civil entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo? Pode esquecer. Este 2º turno deverá ter um tom ainda mais bélico, com trocas de ataques, boatos rolando soltos pelo território livre que é a Internet além, é claro, de um comportamento “carola” por ambos os candidatos.

Marina fugiu destas questões no 1º turno e, estranhamente, não foi cobrada com veemência sobre isso pela sociedade. Agora, com o insípido discurso de preservação do meio ambiente e sua bem treinada maneira de falar, falar e não dizer muita coisa, se torna a “noiva”, cortejada pelos finalistas do pleito presidencial.

Assusta, também, saber que seus aliados internacionais não constituem moral para falar sobre preservação do planeta. Destruíram o quanto puderam, possuem as mais altas taxas de emissão de gases e costumam considerar o Brasil com um simples zelador de um quintal que não nos pertence. “A Amazônia é de todos” – costuma dizer Al Gore. Enquanto isso, a British Petroleum acaba com qualquer rastro de vida marinha na costa dos EUA. Vai pagar uma multa de US$ 21 bi e vida que segue. Ou não…

Se a floresta Amazônica é a última chance de preservarmos nossa existência, então é bom a gente começar a juntar nossos trecos porque os “síndicos” do planeta podem bater à porta a qualquer momento.

Sobre seus 15 dias de “reflexão” para dizer quem apoiará no 2º turno: É tudo jogo de cena. O Partido Verde tem histórico de apoio ao PSDB – o que é legítimo – e parece certo que Marina não peitará a orientação do partido. Mas é bom que pense bem, para não vir a ser um Roberto Freire ou uma Soninha Francine, ambos do PPS. Estes trocaram uma história de luta pelo socialismo por papéis de coadjuvantes no cenário político brasileiro.

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