Neymar F.C.

Quem é o rei mesmo?

Andam dizendo por aí que os desdobramentos do imbróglio envolvendo o jogador Neymar, o técnico Dorival Junior e a trapalhada diretoria do Santos FC ainda tem muito o que render.

O técnico perdeu a queda de braço para o marrento atacante, quando foi defenestrado da Vila por ousar “macular” o patrimônio do clube. É aquela coisa: O Santos é o único clube no mundo que teve em seus quadros um atleta que se mostrou ser maior do que a agremiação praiana. Pergunte a um garoto aficcionado por futebol em, sei lá, Londres, se ele sabe quem é Pelé. Depois pergunte para o mesmo garoto se ele já ouviu falar no Santos. Ok, é compreensível. Azar (ou sorte) do time peixeiro.

Agora, ajoelhar-se perante um pivete que – vá lá, joga muita bola, mas muito aquém do discreto Paulo Henrique Ganso – tem se mostrado um monstro (no péssimo sentido), como alertou o técnico Renê Simões, apenas comprova o triste encolhimento do time da Vila Belmiro.

Afora alguns poucos “especialistas” que passam a mão na cabeça do moleque – em nome do “espetáculo” proporcionado pelo camisa 11 – a imprensa especializada percebeu que Neymar precisa urgentemente de orientação para sua carreira. É lógico que o que a Diretoria do Santos fez, ao demitir Dorival Jr., foi proteger os interesses econômicos dos investidores do atleta, temendo um arranhão em sua imagem, se ficasse fora da partida contra o Corinthians, após seu afastamento do jogo contra o Guarani por indisciplina. Mas Dorival “caiu” antes do clássico.

O presidente santista, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, acusou uma “quebra de confiança”, um desrespeito à hierarquia no clube por parte do treinador. Por esse motivo, até a multa rescisória (especula-se ser de R$2 milhões) foi descartada, numa espécie de demissão por “justa causa”. E o Dorival saiu numa boa, sem reclamar. Por quê?

Ao final da partida de ontem, na derrota para o Corinthians por 2 X 3, o presidente corinthiano Andrés Sanches insinuou que o ex-comandante santista estaria praticamente acertado com o SPFC e que “há muita coisa nessa história que não está sendo divulgada”.

O interino sãopaulino, Baresi, parece até ter aberto as portas para a chegada de Dorival, declarando ser fã de seu trabalho. No entanto, o presidente do SPFC, Juvenal Juvêncio, descarta tal possibilidade e diz que Baresi segue no comando. Mas isso é questão menor, corriqueira.

A grande questão é: Quem será o louco a aceitar comandar essa nau sem rumo, assumindo o papel de Rainha da Inglaterra santista? Vai ser difícil encontrar um técnico de verdade que aceite se submeter aos caprichos do big boss praiano. Porque o time tem dono. O Santos pertence ao pequeno imperador Neymar I.

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