The Wake: Quero ser o New Order

Domingo passado, após assistir ao Canal Livre da Band, fui para o computador para checar a caixa de e-mail, ler as notícias da noite, enquanto ouvia um pouco de música. Sintonizei a estação Section 25 na LastFM e, após alguns minutos, começou a tocar uma música com uma sonoridade bem familiar. Pensei: “Não conheço esse som do New Order”. Fui olhar no identificador da rádio e tomei um susto: De fato, não era o New Order.

Era mais uma daquelas obscuras bandas apresentadas pela Factory Records, famosa por lançar lendárias bandas dos 80’s como o Joy Division, New Order, Happy Mondays, OMD, entre tantas outras. A Factory era proprietária, também, do lendário clube Haçienda, mas isso é outra história.

Não sou crítico musical, não sou conhecedor de tudo o que acontece ou aconteceu na “cena” (clichezão da área), então posso estar cometendo alguns erros, exageros, algumas “viagens”. Mas acho melhor assim, do que beber de fontes duvidosas do tipo Google, Wikipédia.

Mas, voltando à banda, o título do post diz tudo, amigos: Lembra demais o New Order, principalmente a predominância avassaladora do contra-baixo, ao estilo Peter Hook. Já os vocais, são um caso à parte: A sonoridade etérea (que a tchurminha chama shoegazer) lembra bastante bandas que surgiram quase 10 anos depois, como Chapterhouse, My Bloody Valentine e afins. Mas sem a distorção das guitarras destas mesmas bandas.

Outro ponto interessante – e que, talvez “absolva” os caras – é que, bebendo da fonte dos irmãos da Factory, o Wake também influenciou uma sonoridade musical de algumas bandas. E é neste ponto onde eu fico sujeito a receber pedradas dos sabichões musicais.

Ouvindo o álbum “Here Comes Everybody”, de 1985, lembrei-me de bandas tupiniquins como Gang 90, Sempre Livre, Violeta de Outono e – pasmem! – até a Legião Urbana dos primórdios. Evidentemente, os vocais destas bandas são bem distintos, mas a parte instrumental é muito parecida (exceto por algumas “excentricidades” cometidas por alguns produtores que teimavam em embutir teclados cafonérrimos e coros pegajosos).

Parece legítimo que bandas falando de coisas tão distintas, possam apresentar uma sonoridade tão próxima de quem o fez originalmente?

Penso que não. E o tempo se encarrega em colocar cada um nas distintas gavetas da relevância e do ostracismo.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em circunstanciALL

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s